Sentir como se não fosse conseguir, querer culpar alguém por um problema X, achar que só você passou por situação tão difícil, pensar em desistir e chorar pensando que não conseguirá viver sem alguém ao lado. Todo ser humano já se sentiu assim e naquele instante está certo e pleno de que aquela verdade é absoluta.
Faz tempo que não vejo dessa maneira. Diferenciei-me desde muito novo por ser “esquisito” ao formar opinião, ao lidar com curvas da vida... Acho que conquistei as pessoas que gosto dessa forma. Mas não quero discutir isso... Queria chegar a uma resposta firme do por que as pessoas não podem enfrentar os problemas de frente, com o objetivo de resolver e superar tudo o que passou, deixar acontecer aquela evolução mental com os aprendizados e lições...
Esse é o momento que as pessoas gritam comigo dizendo “você não pode exigir que as pessoas sejam iguais a você... você precisa ter consciência das diferenças, das limitações de cada um”. O grande problema é que eu SEI de tudo isso e entendo, nunca pedi nem exigi que as pessoas fossem iguais, o que eu tenho é o direito de cobrar das pessoas uma atitude mais digna, cobrar delas um amadurecimento ou um comprometimento em enfrentar o que for de verdade.
Por que tenho esse direito? Pelo simples fato do meu ouvido não ser privada de rodoviária. Não me queixo de ouvir as pessoas, todos ao meu redor sabem disso, eu estou sempre disposto a ouvir e estender a mão a quem precisa, mas isso não significa que eu ficarei calado, sem expressar o que penso. É extremamente desagradável escutar reclamações de quem não quer enfrentar nada, de quem se acomoda com a situação de vítima e insiste em viver na condição de Maria do Bairro. Então eu escuto todo aquele dramalhão manjado do maior mártir mexicano e fico quieto? Devo concordar que não existe ninguém que sofra tanto, já que teve seu filho raptado ao nascer, trabalha de doméstica na casa da rival amorosa, lava as calcinhas manchadas de menstruação da filha da patroa, apanha da mãe dela e é violentada pelo jardineiro. Triste não é? Mas comigo não, porra.
Por isso que eu digo que é apenas questão de perspectiva... Não é diferente na realidade e sim na mente de cada um. Alguns se vêem dessa forma, como pobres coitados, e outros enxergam que é apenas mais um obstáculo de tantos que ainda virão. Eu ainda não tenho uma resposta do porque de certas fraquezas que não deveriam existir, talvez nunca as alcance... Só quero ver esses ao meu redor crescerem, minha vocação de “babá” é natural, mas não quero ter que bater sempre na mesma tecla.
Fico feliz por saber ouvir e por ter olhos brancos, prontos para refletir novas cores e enxergar pelos diversos planos que estão por vir.
Também quero olhos brancos,
ResponderExcluirT.