quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Todos tão sonhadores... Todos tão fracos... Humanos...


  Às vezes quando digo que sou apenas uma criança mimada me repreendem argumentando que sou rude demais comigo... Não vejo dessa forma, me parece mais justo quando a análise é racional e não uma maneira de me privar dos meus próprios erros.
  Andei sonhando tanto... Sonhos tão altos, brancos, macios... As minhas ambições, puras... O meu contexto infantil... Tudo tão bonito e tão fraco... Engraçado como as pessoas que não me conhecem bem não ligam meu emocional ao meu racional, como se as características não pudessem ser complementares. A complexidade em reconhecer as diferenças em nós mesmos por um amadurecimento intelectual e não por uma vaidade em se mostrar complexo.
   Uma hora começamos a desejar algo com tanta intensidade que não podemos mais sentir o porquê do desejo... Arrumamos desculpas, argumentos, nos explicamos e fugimos da responsabilidade de dizer por que estamos tão obstinados. Quem tem coragem de dizer o porquê é julgado banalmente... Os homens não têm coragem de confessar as birras da humanidade, de dizer que quer algo para satisfazer suas necessidades... Nesse momento eu ainda vejo meus motivos, ainda lembro o que me chamou atenção nos primeiros momentos e o que me faz continuar querendo ser só aquela velha criança...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Vício.

 Acredito que qualquer pessoa que me conhece sabe que sou louco por música... Não sei como explicar o que a música representa na minha vida mas acho que passou da hora de postar algo importante nesse sentido.


New Dress
“Sex jibe husband murders wife
Bomb blast victim fights for life
Girl thirteen attacked with knife

Princess Di is wearing a new dress

Jet airliner shot from sky
Famine horror, millions die
Earthquake terror figures rise

Princess Di is wearing a new dress

You can't change the world
But you can change the facts
And when you change the facts
You change points of view
If you change points of view
You may change a vote
And when you change a vote
You may change the world

In black townships fires blaze
Prospects better premier says
within sight are golden days

Princess Di is wearing a new dress

You can't change the world
But you can change the facts
And when you change the facts
You change points of view
If you change points of view
You may change a vote
And when you change a vote
You may change the world”

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Passos Etéreos

  Às vezes você se acha pensando em coisas resultantes de ações anteriores e isso te deixa perplexo. Nesses momentos nossas reflexões estão em um nível tão complexo que é difícil exprimir através de palavras o que se passa. 
  A pouco consegui resgatar pequenos traços do meu último frenesi e gostaria de concretizá-lo, com o fim de saber se é possível voltar àquela viagem que já sinto saudades.
  ”Nós sempre nos julgamos 'melhores' ou 'piores', há sempre uma classificação, mesmo que inconsciente, de absolutamente TUDO que nos órbita. A pessoa no qual sentaremos ao lado no ônibus, a retribuição de um olhar, uma pergunta no meio da aula, um gosto musical, uma frase dita... A cada ínfima e etérea ação nos surge, quase que imediatamente, uma resposta, seja racional ou intuitiva, mas... certeira. O que torna a apatia mental (o que chamam de efeito vegetativo) impossível.
  O medo é esse, de ter essa reação animal instantânea, como se não estivesse no controle da própria mente. Não quero julgar nada antes de ter certeza, preciso de um pequeno momento de reflexão para as pequenas ações, mesmo que ridículas, preciso me sentir 'pensante'.
  Outra face do medo é a arrogância de julgar, afinal ninguém me deu direito de pensar algo X ou Y sobre alguém, estando eu assim sempre no perigo de errar e provar que precisava de mais tempo para refletir. Talvez a arrogância não se limite a opinar duvidosamente, mas também a ter posse de certezas onipotentes. Não sei se cometo o pecado de tentar o 'auto-convencimento' sobre minhas verdades, embora me considere apto a argumentar pelas mesmas até a morte.
  A possibilidade de precisar debater com alguém sobre essa loucura quase penal é enorme, mas duvido que a constituição se vá, no máximo serão acrescentados alguns artigos e clausulas. Também é bem possível que esse seja um grito por socorro, um pedido por braços firmes e verdades reconfortantes.
  A razão se concilia com a intuição e as duas funcionam juntas como se fossem inseparáveis, até o momento que uma voz estridente quebra o retrato da união através do grito mais medonho. 
  Depois do breve momento de plenitude mental sua capacidade de reflexão volta a ser humana e o dilema entre questionar e lutar por uma fantasmagórica omissão reaparece, como se nunca tivesse deixado de existir. Então, de volta à mediocridade, escolho por decidir, escolho por um julgamento cada vez mais justo e cego, equilibrado, para fugir de um rio de equívocos cujos respingos ainda posso sentir em meu rosto infantil."
  Agora me frustrei por não conseguir concretizar o último fio daquele pensamento que me restava, por não saber expressar de maneira eficiente e por não me lembrar de tudo, aliais, de coisa alguma que divagou aqui dentro... Parecia-me tão real... Chegou um outro ponto de vista, então não foi completamente inútil a tentativa. 
  Ainda se tratando do julgamento lembrei de uma peculiaridade extremamente óbvia: a subjetividade. Posso em momentos me considerar inteligente ou, de alguma forma pouco modesta, superior, enquanto outros se riem de mim, mentalmente, pensando que sou um idiota ou que não posso ler aqueles olhos sonsos facilmente.
  Caso tenha encontrado o paradoxo fico ainda mais desiludido. Será possível que essa compreensão difusa da mente me faça inocente? Inocente por poder ver como fluem as reflexões de quem está a minha volta e mesmo assim acreditar em uma conclusão melhor, em uma mudança de caminho ou revolução extremada, para um fim no mínimo digno. 
  Então nada mais sou que uma criança? Que espera sempre o melhor de tudo, que acredita nas pessoas com o coração limpo, mesmo sabendo que essa superação não existe. Uma criança que está sorrindo, oferecendo a mão para quem quiser, sabendo que logo seu carinho será esquecido e sua ajuda desprezada. A criança que faz os outros rirem, se sentirem calmos e seguros, mas que sabe que alguma hora não terá alguém para empurrar seu balanço e assoprar seus cabelos. Aquela criança de pele alva e sorriso grande, que quer ser mimada e abraçada como qualquer outra criança, mas que em olhos negros esconde universos infinitamente superiores às mentes dos que ajudou. A criança que não está disposta a mudar, que não se importa em ser esquecida, que não desistirá dos seus sonhos e não deixará de ser criança, que apenas seguirá com seu grande sorriso. 
  E fica a questão: Essa criança deve mudar para não mais ser pisada ou essa é sua real essência e mesmo querendo não conseguirá deixar de ser o que é? Nesse instante a criança afirma que esse é um julgamento vegetativo. 

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  Em resposta oblíqua as minhas abstratas divagações alguém especial deixou breve reflexão, que acaba por complementar minhas conclusões. Uma onda, embora com menor freqüência, pode agir construtiva ou destrutivamente, cabendo não ao sentido de seu início, mas sim aos olhos de quem a vê. 

 "Perdoe a réplica, perdoe as palavras feias apagadas. Houve em meu coração, ao ler suas palavras, uma tênue sensação confortável. Pensar, sentir e fazer são coisas tão distintas que nós, crianças ainda, nos perdemos no meio da malícia alheia. Malícia essa que tinge de vermelho a alva consciência de acreditar.
  Todo esse paradoxo interno serve para alimentar a sinceridade, seja ela gentil ou cruel. Crianças ou adultos, todos acreditamos, todos julgamos. Não corte os pulsos imaginários, mas reviva as alegrias maduras e infantis. Nem tudo é antítese, repare nas metáforas.
  Rosas fedem, margaridas são bonitas, e é nessa sinceridade boba que vive pedaços partidos do coração. O órgão dos sentimentos é o cérebro, ironicamente órgão representante da razão. 
  No meu peito mora um coração feito de papel, prefiro acreditar nisso. Um coração assimétrico, feio e remendado.
  Queime quando terminar de ler, quem sabe as cinzas das palavras cheguem ao céu, perto do azul, longe de mim."
                                                                                                                                      I. Castro

  Depois de tanto dito respiro mais leve, sinto que as perturbações cessaram. Respiro durante esse pequeno momento de equilíbrio sem oscilar, esperando pela próxima onda. 

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Perspectiva.

  Esses dias em que estava doente consegui conversar com pessoas que há tempos não falava... Nas personalidades mais variadas percebi que um comportamento é comum... Todos são tão diferentes, mas nos momentos de tristeza ou dificuldade a reação é praticamente a mesma.
  Sentir como se não fosse conseguir, querer culpar alguém por um problema X, achar que só você passou por situação tão difícil, pensar em desistir e chorar pensando que não conseguirá viver sem alguém ao lado. Todo ser humano já se sentiu assim e naquele instante está certo e pleno de que aquela verdade é absoluta.
  Faz tempo que não vejo dessa maneira. Diferenciei-me desde muito novo por ser “esquisito” ao formar opinião, ao lidar com curvas da vida... Acho que conquistei as pessoas que gosto dessa forma. Mas não quero discutir isso... Queria chegar a uma resposta firme do por que as pessoas não podem enfrentar os problemas de frente, com o objetivo de resolver e superar tudo o que passou, deixar acontecer aquela evolução mental com os aprendizados e lições...
  Esse é o momento que as pessoas gritam comigo dizendo “você não pode exigir que as pessoas sejam iguais a você... você precisa ter consciência das diferenças, das limitações de cada um”. O grande problema é que eu SEI de tudo isso e entendo, nunca pedi nem exigi que as pessoas fossem iguais, o que eu tenho é o direito de cobrar das pessoas uma atitude mais digna, cobrar delas um amadurecimento ou um comprometimento em enfrentar o que for de verdade.
  Por que tenho esse direito? Pelo simples fato do meu ouvido não ser privada de rodoviária. Não me queixo de ouvir as pessoas, todos ao meu redor sabem disso, eu estou sempre disposto a ouvir e estender a mão a quem precisa, mas isso não significa que eu ficarei calado, sem expressar o que penso. É extremamente desagradável escutar reclamações de quem não quer enfrentar nada, de quem se acomoda com a situação de vítima e insiste em viver na condição de Maria do Bairro. Então eu escuto todo aquele dramalhão manjado do maior mártir mexicano e fico quieto? Devo concordar que não existe ninguém que sofra tanto, já que teve seu filho raptado ao nascer, trabalha de doméstica na casa da rival amorosa, lava as calcinhas manchadas de menstruação da filha da patroa, apanha da mãe dela e é violentada pelo jardineiro. Triste não é? Mas comigo não, porra.
  Por isso que eu digo que é apenas questão de perspectiva... Não é diferente na realidade e sim na mente de cada um. Alguns se vêem dessa forma, como pobres coitados, e outros enxergam que é apenas mais um obstáculo de tantos que ainda virão. Eu ainda não tenho uma resposta do porque de certas fraquezas que não deveriam existir, talvez nunca as alcance... Só quero ver esses ao meu redor crescerem, minha vocação de “babá” é natural, mas não quero ter que bater sempre na mesma tecla.
  Fico feliz por saber ouvir e por ter olhos brancos, prontos para refletir novas cores e enxergar pelos diversos planos que estão por vir. 

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Realidade Merecida.

  Não sei bem como começar... Mas queria poder tornar pública essa insatisfação... Talvez poder abrir olhos e ganhar compartilhadores dessa opinião. Bom, então vamos lá.
  Logo mais teremos eleições e está aquele clima esquisito. Pessoas completamente interessadas, sejam curiosos, próprios políticos ou simples pessoas com senso crítico ligado... Mas contrapondo esse grupo temos aqueles que dizem “Política? Afff que saco!” ou que até criticam aqueles que dão atenção ao tema... Acho que já deu para perceber o porque da insatisfação.
  É muito engraçado as pessoas reclamarem sobre o sistema público de saúde, a educação defasada, a violência alastrada, os problemas com o transporte, os salários baixos, a desigualdade social, a corrupção entre outros milhões de problemas... Todos esses problemas sendo esfregados na nossa cara e as pessoas se queixando, sem fazer absolutamente NADA para resolvê-los ou para mudar de vida, aquela velha história do “Está ruim mas não o suficiente para se fazer algo”.
  Nessa época toda essa palhaçada acaba caindo sobre nossas cabeças (sobre a minha pelo menos), causando momentos de nervoso desnecessários para quem faz cursinho pré-vestibular. Você escuta comentários doloridos como “Meu voto não vai mudar nada, é só mais um do meio de milhões” ou “Você acha mesmo que tem diferença entre candidato X e Y?”. Confesso que às vezes, nessas horas, eu acabo por perder a linha...
  Entre a pena e a incredulidade de observar que existem pessoas que pensam dessa forma eu posso afirmar que a população tem apenas o que merece. Se todos os problemas vigentes são tão terríveis assim FAÇA algo para mudar, não seja apenas mais um alienado que repete propagandas do horário político como um papagaio insuportável. Pesquise, assista o maldito horário (que tem MUITA merda, mas por aí se vê quem ainda trata das nossas vidas com seriedade), procure pelo candidato que possa atender por suas necessidades, que defenda os interesses do grupo ao qual você faz parte ou que tenha o mínimo de honradez e comprometimento. Caso isso aconteça (o que é pouco provável) talvez com o tempo nós não tenhamos mais o desprazer de se deparar com figuras como Tiririca e Netinho de Paula se candidatando.
  “Ahhh vini, mas você é um sonhador, um idealista...” – Definitivamente não. Longe da utopia e longe do pessimismo conformista, eu acabo por não fugir da realidade... Ter peito para enfrentar os problemas não é qualidade, é uma simples obrigação e quem não a faz cai na margem... Acabo acreditando em uma melhora, por mais desesperadora que a situação seja... Só espero que minha esperança não morra e que uma hora as pessoas resolvam abrir os olhos para a verdade que as segue.

domingo, 29 de agosto de 2010

cavando covas, interrando mortos

Olhe para trás e veja que tudo ficou exatamente como foi deixado, as pessoas continuaram sendo para si e as coisas continuaram sendo em si. A influência que essas pessoas (e coisas) tiveram sobre você e suas ações futuras são completamente fundamentais para que você tenha se formado como é – imagine que seja possível algo estático (e imagine isso ainda se movimentando que confusão!). O pior é você ser obrigado a encarar que, você é totalmente responsável por isso, pois em algum momento você deixou que as pessoas fizessem o que fizeram contigo, ou seja, que elas influenciassem tanto seus pensamentos e ações que você deixou de saber o que exatamente você era e tornando aquilo que elas fizeram você se tornar (algo totalmente inevitável, pelo menos hoje pra mim) – e isso se torna um espelho embaçado de vapor. Um exemplo foi o “ácido” que jogaram em meu rosto na infância deixou deformidades que não consegui remover (nem com plásticas, maquiagens - das melhores ou truques) ao longo de minha adolescência e começo da minha idade adulta, tanto que hoje ainda enfrento diariamente crises sobre isso. Não declaro que, foi bullying (hoje tudo é, e seria mais fácil dizer isso) nem que tenham sido intencionalmente agressivos, as coisas foram como foram (e isso não é se conformar, é ter consciência) e eu que levei tudo muito a sério sempre, tudo detalhadamente ao pé da letra. Eu poderia ter encarado a situação com outra visão e hoje não teria assinado a minha neurose como sentença final. É incontestável que, as pessoas exercem tanta influência sobre nossas vidas que pensar em nossa independência é um tanto quanto utópico, afinal, jamais seremos aquilo que fomos um dia e não pensaremos da mesma maneira sempre – antes e depois de alguém. O passado deve ser deixado onde está e essa é uma lei irrefutável e ao passo que a vida vai lidar com o que não podemos mudar não é algo confortante e não é nada fácil, mas, é fundamental para sobrevivência (pelo menos), pois a tentativa de mudar coisas ditas e atitudes que não deveriam ter sido tomadas de nada adianta.Existe uma barreira enorme a se superar, uma barreira que eu criei e que alguns de nós criamos...

sábado, 28 de agosto de 2010

Primeiro passo.

  Acho que o começo precisa ser auto explicativo... Sem grandes discursos... Resolvi criar um espaço para falar sobre coisas... As mais diversas delas. Não quero parecer um pseudo intelectual arrogante e nem mais um alienado fútil... Quero concretizar teorias e esclarecer coisas, quero provar que nem tudo é plástico. 
  Eu acredito no equilíbrio da vida e quero expor minha maneira peculiar de ver o mundo... Nós somos diferentes e iguais ao mesmo tempo, mas quero mostrar que as diferenças se encaixam e se complementam, a harmonia provém da diferença.
  Quero provar que nosso amadurecimento é necessário e benéfico, mas que algumas características da nossa infância deveriam ser preservadas... Aqueles sonhos absurdos, aquela bondade e inocência que conseguiam encher nossos olhos de brilho e alegria com um simples sorriso... 
  Sentir pessoas através de imagens, cheiros, sons... Saber que os pensamentos são muito mais que passageiros, que eles acabam por nos mover em reações infinitas... Que os nossos sentidos podem nos guiar e nos enganar, que a verdade é mais subjetiva do que objetiva.
  Mudando e mudando eu sigo, na constante de um caráter e na metamorfose de um pensamento... E aqui vou vir para expor os meus mais bizarros e extravagantes pensamentos.