Às vezes quando digo que sou apenas uma criança mimada me repreendem argumentando que sou rude demais comigo... Não vejo dessa forma, me parece mais justo quando a análise é racional e não uma maneira de me privar dos meus próprios erros.
Andei sonhando tanto... Sonhos tão altos, brancos, macios... As minhas ambições, puras... O meu contexto infantil... Tudo tão bonito e tão fraco... Engraçado como as pessoas que não me conhecem bem não ligam meu emocional ao meu racional, como se as características não pudessem ser complementares. A complexidade em reconhecer as diferenças em nós mesmos por um amadurecimento intelectual e não por uma vaidade em se mostrar complexo.
Uma hora começamos a desejar algo com tanta intensidade que não podemos mais sentir o porquê do desejo... Arrumamos desculpas, argumentos, nos explicamos e fugimos da responsabilidade de dizer por que estamos tão obstinados. Quem tem coragem de dizer o porquê é julgado banalmente... Os homens não têm coragem de confessar as birras da humanidade, de dizer que quer algo para satisfazer suas necessidades... Nesse momento eu ainda vejo meus motivos, ainda lembro o que me chamou atenção nos primeiros momentos e o que me faz continuar querendo ser só aquela velha criança...