Não sei nomear o que sinto agora... Temo apenas continuar sentindo... Como se o caminhar de tudo fosse contra o que você acredita, contra o que você é... Não conseguem ver que uma criança sonhadora coexiste com um adulto justo... O adulto tinha razão desde o começo do sentir, prevendo racionalmente os frutos de sentimentos infantis... A criança sente dor por ver que, mais uma vez, rasgaram seu desenho, afirmando que anjos são seres de cachos loiros que não possuem sexo e não rapazes que querem se sentir amados.
Garoto e homem conversando entre si perceberam que não podem deixar de acreditar nos rabiscos de asas, nos sorrisos bobos, nos sonhos aleatórios, nos outros homens... Que talvez não sejam os únicos compostos de dois, que querem companhia para não sentir frio... Que não podem deixar de ser aquilo sempre foram, menino e homem coexistindo...
terça-feira, 27 de setembro de 2011
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Pedaço
Há tempos joguei seu pedaço em um dos meus mundos caleidoscópicos, pensando em ao menos tirá-lo do campo de visão, já que destruí-lo não podia, pensando em esquecer... Hoje o encontrei enquanto vagava e chorei. Chorei por tê-lo perdido. Chorei por sentir dor de culpa. Chorei por não ter conseguido antes e por não conseguir agora. Chorei por ter pego um sonho maior do que podia segurar... Agora de olhos fechados lanço seu pedaço, sabendo que esquecer não posso e que reencontrar irei, sorrindo ao sentir o calor no peito de onde ele vem, chorando ao saber que você nunca mais terei.
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